17/07/2020
Os serviços de prevenção e tratamento de doenças crônicas foram parcialmente interrompidos em grande parte dos países desde o início da pandemia do Covid-19. Em contrapartida, os pacientes que possuem alguma dessas enfermidades se encaixam no grupo de risco para a doença causada pelo coronavírus. É de extrema importância manter os cuidados contínuos para evitar desequilíbrio do organismo e regressão do tratamento - fatores que podem, inclusive, aumentar os riscos de contrair Covid-19.
Problemas cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias e diabetes são os quatro grupos de enfermidades mais comuns na população mundial. As doenças crônicas possuem longa duração e, geralmente, são causadas por uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais. Pessoas de todas as faixas etárias, regiões e países são afetadas por esse tipo de enfermidade.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas são responsáveis por 71% dos falecimentos pelo mundo anualmente. Essas condições são potencializadas pelo estilo de vida proposto num mundo globalizado, na área urbana e durante o envelhecimento da população.
Além disso e dos fatores genéticos, diversos aspectos da rotina de uma pessoa podem aumentar os riscos que uma enfermidade crônica já traz para a saúde, como por exemplo:
Tabagismo;
Uso abusivo de álcool;
Sedentarismo;
Alimentação incorreta, com excesso de gorduras e açúcares.
Detectar e tratar continuamente as doenças crônicas são passos importantes para que o organismo da pessoa responda à enfermidade e possa ter uma vida normal.
É de extrema importância não abandonar o tratamento de doenças crônicas preexistente à pandemia de Covid-19. Mesmo com indicações da OMS para minimizar o atendimento que não é urgente em instituições de saúde durante o início da emergência sanitária, alguns países - incluindo o Brasil - têm encontrado maneiras inovadoras para continuar com os serviços essenciais às pessoas com doenças crônicas.
Para dar suporte a esses pacientes, 58% dos países no mundo estão utilizando a telemedicina. Uma alternativa já estudada há um tempo e colocada em prática para substituir as consultas presenciais durante a pandemia. Por meio dessa metodologia, é possível realizar uma triagem dos pacientes para, assim, determinar as prioridades de atendimento. Pelo telefone ou computador, as consultas são feitas online.
É importante que, mesmo que comece a sentir os sintomas do coronavírus, você continue a tomar a medicação prescrita para sua doença crônica. Se for necessário coletar prescrições médicas durante a pandemia, peça a um amigo ou membro da família para coletá-las para você. E, caso precise de atendimento médico, entre em contato com as instituições públicas de saúde de sua cidade para saber como proceder.
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